NOTA PARA INICIAR A LEITURA DESTE BLOG: Ao ler este blog, você encontrará algumas palavras com a letra "x" no lugar dos artigos masculino e feminino "o" e "a". Essa substituição é feita na literatura libertária para subverter a linguagem machista, na qual o sexo masculino é priorizado, e para contrapor o binarismo de gênero, ideia que teoriza existir apenas os gêneros masculino e feminino, não levando em consideração transgêneros e afins. Portanto, a letra "x" é utilizada no lugar dos artigos em palavras em que o sexo não é determinado. Ex.: ao invés de dizer "outros", utiliza-se "outrxs", pois estamos falando de todo e qualquer tipo de gênero.

OUTRAS OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Este e-zine foi escrito em 2010, baseando-se na minha vivência pessoal dentro do movimento punk até o ano em que publiquei os textos, considerando a cena da cidade de São Paulo entre os anos de 2002 e 2010. De lá para cá, alguns pontos de vista foram amadurecendo, o senso crítico foi aumentando e, com isso, alguns dos textos podem não estar atualizados e de acordo com as novas experiências adquiridas ao longo de quase 6 anos passados após a edição deste e-zine. Coloco-me à disposição para trocar informações e debater ideias, com o intuito de manter o punk sempre vivo e ativo: mao_veg@hotmail.com . ÊRA PUNK! (nota adicionada em dezembro de 2015)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CAPÍTULO XIII – A BUSCA POR CULTURA E O MUNDO DIVERSO

“Por um mundo onde caibam diversos mundos”. Belo pensamento! E define muito bem o ideal libertário e a essência do punk.

O punk tem sua cultura caracterizada pelo visual, pela produção de fanzines e por sua música anticomercial – música essa que qualquer um pode fazer por não exigir estudo instrumental e ser produzida de forma independente. Para conhecimento, foi assim que surgiu o hardcore –, fazendo do principal lema punk o Faça Você Mesmo (Do it Yourself).

No entanto, sabemos que são características que não prendem e nem devem prender o punk. O punk é livre para conhecer e apreciar outras culturas, músicas, ideias, pois assim podemos expandir o círculo social e a interação com outras pessoas ou até mesmo descobrir ligações entre outras culturas e o ideal libertário.

Já foi citado aqui que qualquer forma de preconceito é inconciliável com o punk. Também foi citada a importância de entender o ponto de vista de outros indivíduos, sempre focando o respeito e o ideal antifascista.

Portanto, aos que pensam que para ser punk é necessário ouvir hardcore, repudiar o som de um pandeiro, detestar a melodia de um violino, não escutar outras músicas havendo interesse, ir a gigs e não frequentar espetáculos artísticos diversos, enfim, a essas pessoas que pensam assim, afirmo que estão equivocadas!

O punk é multicultural! Além de sua contracultura peculiar, o punk tem a beleza de ser do povo para o povo e junto ao povo!

O importante para o punk é não se afastar de seus ideais libertários. Não importa os lugares que xs punks frequentam, as músicas que elxs escutam, as roupas que elxs vestem, contanto que nunca se afastem de sua essência e sempre lutem contra a exploração e contra o fascismo.

Aproveitemos, então, todas as culturas que nos são de direito! Todas as culturas que são do povo! Todas as culturas que nos fazem estar em um mundo onde caibam diversos mundos!

A interação com a população é essencial para a união e para o contato com novas e belas sensações.

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